terça-feira, 7 de junho de 2011
SEQUESTARAM IESHUA (JESUS) DE ISRAEL
Quantos “Jesus” foram criados no decorrer do tempo, por motivos históricos, culturais, econômicos, políticos e outras motivações que se escondem na ignorância egocêntrica do íntimo existencial. Na história, e atualmente, temos um cardápio riquíssimo dessas criações sobre a figura do nazareno: a mais conhecida imagem, provavelmente, é o fundador da nova religião associado aos romanos, que deixou para trás seu povo, seu Deus e sua cultura, símbolo de rebeldia e inventor de um “deus do amor cego”, e que ganhou força após a conversão do imperador Constantino. Claro, existe o “Jesus” dos gnósticos, maniqueus, e outros coadjuvantes... Contudo não poderemos esquecer o monge agostiniano Lutero, considerado como herói para alguns antropocêntricos “modernos”, este conflituoso religioso deu continuação à criação de outros “Jesus” que acabou por incentivar outras criações que terminaram de infestar o mundo até hoje, despertando conveniência ao mundo capitalista com seu olhar financeiro bem sucedido.
Porém cadê IESHUA? A sua figura foi seqüestrada de Israel e transformada nesses personagens híbridos culturais.
O Messias Ieshua não é fundador de religião alguma, pois a missão do Messias é restabelecer a fundação de Israel, e não criar uma “nova Israel”; trazer plenitude física e espiritual ao povo eleito e não criar outro “povo eleito”; mostrar o lado miserável da vida, participando com a pobreza e a cruz, contudo, indicar a realidade da ressurreição e do brilho no reino messiânico no olam haba ( a era futura), e não pregar o dualismo como fazem as seitas “cristãs” que privilegiam ou o sofrimento da cruz ou a prosperidade do Rei de Israel.
A busca pelas criações criativas desses “Jesus”, fizeram com que seqüestrassem Ieshua, e por isso, tenta a todo custo desligar o grande Rabi (mestre), de seu povo. Em nome deste distanciamento o anti-semitismo no decorrer da história ganhou potência, juntamente com as acusações criminosas: “os judeus mataram Jesus!”, “o povo escolhido agora é a igreja”, ou, “Jesus é contra a Lei de Moisés!”. Quantas tolices e sandices como essas ou semelhantes a elas, já foram reproduzidas ao longo do tempo...
Primeiramente, a morte de Ieshua, foi causada por várias pessoas entre eles, gentios e judeus, por isso o assassinato do nazareno não deve ser indicado a uma única etnia, pois era de interesse romano eliminar qualquer um que fosse considerado rei independente, ou os “ingênuos” acham que Ieshua foi bem tratado pelos soldados romanos nos momentos de martírio? Até mesmo décadas depois o império de Roma perseguiu os seguidores do rabi judeu. Não deveremos deixar de observar que a maioria dos judeus apoiava Ieshua, e que seu processo de perseguição foi na calada da noite por uma minoria, visto que, os inimigos do galileu temiam o povo(Lucas 22;2). Em virtude disso é perverso e estúpido contabilizar o assassinato de Ieshua a todos os judeus de sua época, pois seria fisicamente impossível reunir toda a população de Israel no pátio externo do paço do governador romano, e mais ridículo ainda é incluir os judeus de gerações posteriores neste processo criminoso.
Outra grande construção que ganhou alicerce mais rígido foi a invenção dos novos escolhidos, cria-se a teologia de que após a morte de Ieshua, Deus teria abandonado os judeus, e por mero capricho, adotado um novo povo eleito, a igreja. Ao longo da história da salvação, Israel muitas vezes “decepcionou” o Todo Poderoso, mas com a misericórdia sem limites humanos Ele sempre reatou os laços com seu povo.
Pode-se questionar: “mas porque a maioria dos judeus não segue Ieshua?”. Primeiramente, a Aliança de Deus é graça e não precisa de autorização humana, não é a quantidade de seguidores que vai legitimar o “gosto” do Criador, segundo, ao longo da história na maioria das vezes os israelitas que seguiram a vontade Divina, eram o menor número, e nem por isso foi rompido o laço prometido (1 Reis 19:18), a eleição de Israel é uma promessa, e é permanente como as próprias promessas do Eterno o são. Não devemos nos esquecer que a maioria dos “católicos” também não segue as determinações da Igreja, os protestantes que enchem a boca para afirmar que são verdadeiros servos, também não são exemplos de discípulos de Jesus, também nunca encontrei espíritas que estivessem próximos das atitudes de Chico Xavier, assim poderemos dar exemplo em outras religiosidades...Lembrando as palavras de Gandhi: “Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia” e também sua celebre frase: “Amo o cristianismo, mas odeio os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo”. E para salientar o próprio processo anti-semita de desligar Jesus de seu povo, levou os judeus a não mais identificarem o nazareno como um judeu piedoso de Israel
Pode-se questionar: “mas porque a maioria dos judeus não segue Ieshua?”. Primeiramente, a Aliança de Deus é graça e não precisa de autorização humana, não é a quantidade de seguidores que vai legitimar o “gosto” do Criador, segundo, ao longo da história na maioria das vezes os israelitas que seguiram a vontade Divina, eram o menor número, e nem por isso foi rompido o laço prometido (1 Reis 19:18), a eleição de Israel é uma promessa, e é permanente como as próprias promessas do Eterno o são. Não devemos nos esquecer que a maioria dos “católicos” também não segue as determinações da Igreja, os protestantes que enchem a boca para afirmar que são verdadeiros servos, também não são exemplos de discípulos de Jesus, também nunca encontrei espíritas que estivessem próximos das atitudes de Chico Xavier, assim poderemos dar exemplo em outras religiosidades...Lembrando as palavras de Gandhi: “Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia” e também sua celebre frase: “Amo o cristianismo, mas odeio os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo”. E para salientar o próprio processo anti-semita de desligar Jesus de seu povo, levou os judeus a não mais identificarem o nazareno como um judeu piedoso de Israel
É notório ressaltar que a palavra igreja vem do grego “ekklesia” usado pelos escritores da septuaginta (a tradução grega da Bíblia hebraica), para traduzir o termo hebraico “qahal” que significa assembléia ou congregação, ou melhor, a reunião física dos israelitas com propósitos na Lei de Deus. Por isso a igreja não é uma instituição nova criada por Jesus e seus discípulos que abriga o novo povo eleito, pelo contrário, igreja é apenas o “aportuguesamento” de uma palavra grega que tem sua origem traduzida da língua e cultura hebraica que quer nos remeter a antiga tradicional reunião judaica.
Para finalizar a reflexão, não deixaremos de combater a acusação feita sobre a rejeição de Ieshua em relação ao chamado “antigo testamento”. O “filho de Davi” era um pleno seguidor da Lei (Torá), de Moisés, uma leitura desajeitada causada pelo anti-semitismo inconsciente, levou as pessoas a interpretar de maneira litigiosa as palavras e ações do mestre da galiléia, sem levar em consideração as traduções enganosas e camufladas que foram feita de modo à favorecer a exclusão de Israel, e até mesmo ao seu esquecimento por parte de muitas pessoas e nações. Ieshua não era contra o Shabat (sábado), mas ensinou que o dia de descanso foi feito para o homem e não o homem foi feito escravo cego para tal mandamento Divino(Marcos 2:27), poderemos demonstrar outros ensinamentos baseados no bom julgar, no bom senso, próprio da sabedoria, mas condensaremos esta posição com uma curta sentença feita pelo próprio Messias: “Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” (Mateus 5:17). Ieshuá seguia zelosamente a Lei, respeitava as festas como o próprio Pessah (Páscoa), salmodiava as palavras inspiradas de Davi, articulava o seu dialogo como rabino, freqüentava a sinagoga no Shabat (sábado), orava e ensinava no Templo de Israel, se utilizava de sentenças dos profetas bíblicos, preocupava-se primeiramente com a congregação de Israel e depois com gentios (Mateus 15:22-28), no encontro com Satã no deserto ele se utilizou das palavras do “antigo testamento”para combater o anjo decaído, entre outros argumentos que poderiam ser apresentados e aprofundados.
A cada visão de uma nova igreja, de mais um novo pretendente que se nomeia pastor, bispo, apóstolo, entre outros cargos criados neste grande teatro espiritual, em que a comédia e o trágico se misturam, onde o ator, diretor e espectador bebem das lágrimas do Cordeiro sacrificado, este Cordeiro que se encontra desfigurado (Isaías 52:13-15) e aprisionado e seqüestrado por aqueles que traíram seu Deus, seu povo sua família, seus discípulos e até ao próprio Messias.
HEITOR F. ALMEIDA LIMA
UMA SIMPLES COINCIDÊNCIA
Ela se chamava Isabella. Uma mulher meiga e delicada, morena cor de jambo, tinha vinte e três anos, veio do norte fazia 4 anos e se adaptara bem na capital de São Paulo. Todos que não a conhecia diriam que a moça era desnorteada e tonta, mas seus patrões se acostumaram com a inocência da empregada em menos de um mês de trabalho. Seus patrões era o senhor Rick e a senhora Malvina, ambos aposentados e de vida bem estável. Isabella chamava atenção por sua inocência exagerada portada numa única ser humana.
Os patrões nos primeiros dias tiveram que ter muita paciência com o jeito atrapalhado da moça. Certa vez o telefone tocou, e lá foi Isabella atender o aparelho, mas antes seu patrão a orientou.
- Se for o meu cunhado Jorge, diga assim: ele saiu. – falou ele, lembrando da primeira vez que ela atendeu o telefone. “o senhor Rick mandou dizer que não está.”
Isabella fez sinal de ok com a mão e ia fazer do jeito que ele pediu pra não pisar na bola como a última vez.
- Alô. – ela perguntou com sua voz tímida.
- Oi, sou Jorge o irmão de Malvina. O Rick está em casa?
- O senhor Rick saiu... – disse ela feliz por ver do outro lado o seu patrão fazendo sinal de que ela se saiu muito bem.
- A que horas ele volta? – perguntou Jorge.
- Espera vou perguntar pra ele.
Naquela noite a senhora Malvina riu muito quando o marido contara a nova atrapalhada da empregada Isabella.
Certo dia, o senhor Rick estava desesperado procurando um envelope que deixara dentro da gaveta do seu criado mudo, e perguntou a sua esposa.
- Eu não vi querido, mas o que tinha dentro do envelope? – indagou ela.
- Um cheque assinado, ia dar de entrada na xácara que ia comprá-la amanha do seu Nelson! Meu Deus será que Isabella?...
- Por favor, nem diga isso! Ela não seria capaz querido, acho quem nem sabe o que uma folha de cheque! Vamos procurar direito, quem sabe você não caçou direito. – disse a esposa.
Eles caçaram e nada. Foram dormir pra amanhã cedo perguntar pra empregada Isabella se ela não viu o envelope na gaveta do criado mudo.
Os patrões nos primeiros dias tiveram que ter muita paciência com o jeito atrapalhado da moça. Certa vez o telefone tocou, e lá foi Isabella atender o aparelho, mas antes seu patrão a orientou.
- Se for o meu cunhado Jorge, diga assim: ele saiu. – falou ele, lembrando da primeira vez que ela atendeu o telefone. “o senhor Rick mandou dizer que não está.”
Isabella fez sinal de ok com a mão e ia fazer do jeito que ele pediu pra não pisar na bola como a última vez.
- Alô. – ela perguntou com sua voz tímida.
- Oi, sou Jorge o irmão de Malvina. O Rick está em casa?
- O senhor Rick saiu... – disse ela feliz por ver do outro lado o seu patrão fazendo sinal de que ela se saiu muito bem.
- A que horas ele volta? – perguntou Jorge.
- Espera vou perguntar pra ele.
Naquela noite a senhora Malvina riu muito quando o marido contara a nova atrapalhada da empregada Isabella.
Certo dia, o senhor Rick estava desesperado procurando um envelope que deixara dentro da gaveta do seu criado mudo, e perguntou a sua esposa.
- Eu não vi querido, mas o que tinha dentro do envelope? – indagou ela.
- Um cheque assinado, ia dar de entrada na xácara que ia comprá-la amanha do seu Nelson! Meu Deus será que Isabella?...
- Por favor, nem diga isso! Ela não seria capaz querido, acho quem nem sabe o que uma folha de cheque! Vamos procurar direito, quem sabe você não caçou direito. – disse a esposa.
Eles caçaram e nada. Foram dormir pra amanhã cedo perguntar pra empregada Isabella se ela não viu o envelope na gaveta do criado mudo.
E no outro dia de manhã cedo, os dois já pularam da cama e esperava por Isabella. Mas ela não compareceu, e eles entraram em desespero e não restavam duvidas. Isabella era suspeita número um!
O senhor Rick decidiu ir até a casa da empregada. Uma simples casinha onde ela pagara aluguel, mas não tinha ninguém lá. “ou ela ta fingindo que não está, porque sabe que eu desconfio dela!” – imagina seu Rick.
Quando o senhor Rick estava voltando pra casa, viu saindo uma bela mulher esguia do banco, bem vestida, parecendo uma modelo desfilando pela calçada. Mas ao olhar bem percebeu que era a empregada Isabella. Mal acreditou a primeira vista, mas enfurecido correu até ela, agarrou-a pelo pulso e a puxou.
- Peguei você sua descarada! – gritou ele. – O que você tem dentro dessa bolsa sua ladra?!
A moça tentava se soltar dele e gritava por socorro, muitas pessoas que passavam pararam e observavam. O senhor Rick tirou a bolsa dela e abriu jogando todas as coisas dela no chão. Havia maquilagem e muito dinheiro.
Um guarda do banco foi até eles pra saber o que estava acontecendo.
- Essa sem vergonha trabalha em casa como empregada e roubou meu cheque assinado e veio ao banco sacar esse dinheiro que o senhor vê!
- Esse homem é louco, eu não o conheço! Nem sei o que ele fala! – dizia a bela mulher que envergonhada se abaixava pra recolher seus pertences do chão e ela chorava.
- Ela está se disfarçando! Sempre pareceu uma tonta e ingênua, mas tontos e ingênuos fomos eu e minha esposa por confiar nessa vigária! – disse ele com decepção.
Naquele tumulto em torno deles veio pedindo licença uma senhora acompanhada por uma mulher com sacolas de compras na mão. Era Malvina.
- Rick! – disse ela surpresa ao ver o marido em pé, e uma moça no chão de costas.
- Querida, veja! Isabella é uma farsante, ela roubou o cheque e veio ao banco e... – ele parou de falar quando de trás da sua esposa apareceu nada menos que a própria empregada, Isabella, toda simples, com seu vestido habitual de trabalho.
A moça que estava no chão foi se levantando e olhou pra trás, se deparando frente a frente com sua cópia. A senhora Malvina gritou vendo a outra idêntica fisicamente com sua empregada.
No final foi tudo resolvido. Malvina explicou que pediu a empregada ontem que antes passasse no supermercado e comprasse alguns legumes e trouxe-se pra casa, mas esquecera disso, e o envelope com o cheque estava mesmo com Isabella, pois o senhor Rick lhe dera sua camisa pra que fosse lavada e passada por Isabella, mas ela levou pra sua casa pra lavar e passar, e acabou achando o envelope no bolso da camisa dele, e ia devolver quando chegasse a casa deles.
Isabella descobriu admirada que tinha uma irmã gêmea, mas nunca soube disso. Nem tanto sua irmã Camila, que fora adotada por uma família e era modelo. O senhor Rick pediu perdão as duas moças por julgar tão mal e Camila aceitou seu pedido de perdão, e o dinheiro do cheque o senhor Rick comprou a xácara e deu de presente a sua antiga casa, uma grande casa pra Isabella, e ela agradecida pediu que sua irmã gêmea fosse morar com ela em sua nova casa, pois teriam que se conhecer melhor e descobrir juntas novas informações sobre o paradeiro de sua família biológica.
Uma versão do conto, Ingênua até certo ponto, do livro Ideias e Vivências, da escritora M.B.L. Della Torre.
(Clayton de Jesus Camargo - membro da SENO).
Assinar:
Comentários (Atom)
